Perícia do INSS por depressão: como se comportar e o que falar

A questão temporal da incapacidade define se o benefício será de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez.

A perícia do INSS por depressão tem como objetivo diagnosticar se o trabalhador em questão deverá ou não ser afastado do trabalho e, assim, receber o benefício por incapacidade, que pode ser auxílio- doença, auxílio acidente ou aposentadoria por invalidez.

A perícia do INSS por depressão

Durante a perícia, o médico irá avaliar as reais condições do trabalhador de continuar ou não em atividade. (Foto: Divulgação).

Por conta disso, saber como se comportar ou o que falar durante a perícia é sempre uma dúvida para os que sofrem desse mal.

Entenda como é feita a perícia do INSS por depressão

A depressão é caracterizada hoje como uma das 10 doenças que mais  geram o afastamento de profissionais do trabalho.  Por esse motivo, se você foi acometido por esse mal, é importante saber como funciona a perícia médica para o recebimento do auxílio-doença.

O primeiro ponto a ser compreendido sobre a perícia do INSS por depressão, é que tal avaliação seguirá as mesmas etapas das demais perícias. Ou seja, o diagnóstico deverá ser feito por um profissional capacitado dentro dessa área.

Outro detalhe importante é que um laudo particular não é válido dentro do cenário previdenciário. Sendo assim, o que irá provar o quadro de transtorno psíquico do paciente é laudo gerado pelo médico perito do INSS.

Em relação ao resultado da perícia é previsto que ele saia no mesmo dia em que ela foi realizada. Para saber qual foi o diagnóstico, o paciente deverá entrar no site da www.previdencia.gov.br ou solicitar essa informação por meio dos serviços disponibilizados pela  Central 135.  Seja qual for o meio utilizado para saber o resultado da perícia, é necessário ter em mãos o CPF, informar o nome e dada de nascimento.

Como se comportar e o que falar na perícia do INSS por depressão?

Pelo fato da depressão ainda ser uma doença banalizada pela maioria das pessoas, é comum que o benefício conferido pelo seu diagnóstico seja reprovado, mesmo que o paciente apresente um quadro avançado.

Na maioria das vezes, essa situação é motivada pelo senso comum que se tem da depressão. Ou seja, é sempre esperado que o acometido pela doença tenha aparência apática, de alguém que deixou de se importar com a própria estética.

Realmente, esses são alguns dos sintomas configurados pela depressão, no entanto, é preciso saber que por ser uma doença que interfere diretamente no psicológico, cada pessoa apresentará uma reação diferente.

Afinal, os gatilhos que despertam essa doença em um indivíduo são os mais variados, como a perda de um ente querido, insatisfação profissional, término de um relacionamento, violência, abusos, entre outros.

Logo, como o impacto dessas situações são diferentes para cada ser humano, é difícil rotular o que é o que não um sintoma da doença.

Portanto, ao passar por uma perícia médica do INSS por depressão procure ser o mais transparente possível. Isso não significa que você deverá ir com roupas largas, sem pentear o cabelo ou escovar os dentes.

O importante mesmo é mostrar ao perito o quanto essa doença está incapacitando o desempenho das suas atividades laborais. Por isso, na hora de relatar o seu quadro procure levar em consideração os seguintes pontos:

  • Como era o meu trabalho antes e depois da depressão;
  • Como as pessoas ao me redor estão sendo afetadas por essa doença;
  • Como a depressão está interferindo na minha saúde;
  • Como a depressão me impede de sentir prazer em atividades que até então me deixavam bem.

Veja quais são os direitos trabalhistas de quem sofre depressão

O direito a qualquer benefício trabalhista decorrente a incapacidade de realizar as atividades laborais previstas, só é possível quando o afastamento supera os 15 dias.

Outro adendo importante é que toda doença adquirida ou desenvolvida no ambiente de trabalho poderá gerar o afastamento do profissional. De acordo com os direitos previstos pela lei, o trabalhador diagnosticado com depressão poderá receber o auxílio-doença, auxílio-acidente e, até mesmo, aposentadoria por invalidez, se o estágio estiver muito avançado.

O tempo de duração do benefício deverá variar de acordo com a gravidade da doença, sendo determinado pelo perito médico. Além disso, se o quadro de depressão for decorrente a situações de trabalho nas quais o funcionário foi abusado psicologicamente ou fisicamente, o mesmo poderá solicitar também uma indenização à empresa responsável.

Lembre-se também que o direito ao auxílio-doença é um benefício protegido pela Lei n. 8.213/1991.

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