Nova idade mínima para aposentadoria, segundo Bolsonaro

Bolsonaro propõe novas idades para homens e mulheres

A proposta de Reforma da Previdência foi criada pelo governo de Michel Temer e tramita no congresso há algum tempo. O novo presidente da república, Jair Bolsonaro, já confirmou que fará mudanças no sistema previdenciário brasileiro. Uma das principais alterações é a criação de uma nova idade mínima para a aposentadoria.

(Valter Campanato/Agência Brasil)

A Previdência Social precisa ter suas regras modificadas, caso contrário, o Brasil não terá chances de superar o seu déficit. Atualmente, o principal responsável pelo rombo nas contas públicas é o pagamento de benefícios previdenciários.  Para se ter uma ideia do problema, o déficit da Previdência saltou de 77 bilhões em 2008 para R$ 269 bilhões em 2017.

A proposta de reforma, elaborada pelo Governo Temer, sugeriu uma série de mudanças na Previdência. Porém, o texto original recebeu várias críticas dos parlamentares e não foi aprovado. A situação piorou com as denúncias de corrupção que surgiram contra o ex-presidente. Resultado: a votação da Reforma da Previdência ficou para 2019.

Nova idade mínima para aposentadoria

Quando apresentou a proposta de Reforma da Previdência, o governo de Temer sugeriu uma nova idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Jair Bolsonaro e sua equipe, no entanto, propõem reduzir ainda mais as idades para receber a aprovação dos deputados.

Para Bolsonaro, a idade mínima para homens se aposentarem deve ser 62 anos e, para mulheres, 57 anos. No entanto, vale ressaltar que essa é apenas uma “ideia inicial”, não houve um comunicado oficial do governo.

De acordo com o presidente da república, se não houver uma reforma no sistema previdenciário, o país entrará em colapso. Uma previsão do governo aponta que, em 2019, haverá um déficit de R$308 bilhões, por isso alterar as regras dentro de dois ou três anos é tão importante.

O que diz Paulo Guedes sobre a reforma da Previdência?

Paulo Guedes, o super ministro da economia de Bolsonaro, acredita que a reforma da previdência é uma das principais estratégias para desinchar a máquina pública. Segundo ele, somente um sistema previdenciário sustentável será capaz de salvar o Brasil de uma crise fiscal.

A previsão é que Paulo Guedes apresente uma nova proposta de reforma da previdência até o dia 7 de janeiro. Assim, os parlamentares poderão analisar as medidas no congresso, quando retornarem do recesso no mês de fevereiro.

Durante a campanha eleitoral, o guru de Bolsonaro chegou a mencionar a adoção de um regime de capitalização, que já é praticado no Chile. Esse sistema seria voltado para os novos trabalhadores, ou seja, que estão chegando agora no mercado de trabalho. Custa saber se essa ideia aparecerá no novo texto da reforma e se será aprovada pelo congresso.

Atualmente, o sistema previdenciário brasileiro funciona da seguinte forma: os trabalhadores ativos pagam os benefícios previdenciários dos aposentados. Com a proposta de Guedes, cada trabalhador faria uma espécie de poupança ao longo da vida laboral. É um meio de zerar as dívidas da Previdência, mas teria como consequência uma aposentadoria muito baixa no futuro.

A nova idade mínima para aposentadoria já foi proposta, mas muitas outras mudanças devem constar na reforma da previdência em 2019. De qualquer forma, nenhuma alteração acontecerá de um dia para o outro. A transição pode levar anos, principalmente se o regime de capitalização for implementado.

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